Abstract
O presente relato de experiência visa apresentar em linhas gerais a pesquisa sobre o encontro entre a educação emancipadora de Theodor Adorno e a literatura transgressora de Georges Bataille. Busca problematizar e refletir sobre como romper os cenários de violência no ambiente escolar sem fazer uso de princípios normativos e moralizantes. Discute e evidencia sobre a importância do diálogo entre literatura e filosofia, pois esta última sozinha não consegue atingir reflexivamente os estudantes. Encontra-se em Bataille a chance à transgressão, ao erro, à emoção como oportunidade filosófico-literária de ressignificar posturas preconceituosas. As atividades emancipadoras como produção de documentários, autobiografias, performances foram desenvolvidas pelos estudantes do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Nossa Senhora Aparecida no município de Formosa do Rio Preto-BA. O norte bibliográfico da pesquisa encontra-se nos textos Educação e emancipação (2006), Dialética negativa (2009) de Adorno e A história do olho (2018) e A literatura e o mal (2015) de Bataille. A metodologia de cunho qualitativo proporciona a reflexão das narrativas dos estudantes como autores de seu próprio projeto de vida.